domingo, 29 de junho de 2008

Fazer a Vidinha III



No seguimento da questão levantada, não posso deixar se concordar que o termo «fazer a vidinha» conduz logo a um conjunto de concepções não muito felizes. Ainda assim, permitam-me discordar com as questões levantadas.

A predisposição para dar as mãos a alguém e, acreditar, que com ela se vai passar o resto da nossa vida, não conduz necessariamente aos desfechos enunciados, se não for entendida dessa forma.

Sei que quando pensamos , em absoluto, em «fazer a vidinha» nos surgem automaticamente dois sujeitos determinados:
1. Uma rapariga casadoira,de feições ingénuas e roliças, que desde os 15 anos anda a planear o casamento, recortando vestidos de noiva e coleccionando-os numa caixinha com cornocópias.
2. Um rapaz, com a barriguinha de respeito, imposta por uns quantos anos de prática efectiva no consumo de cerveja, cujo sonho (indiscutivelmente) ligado ao casamento é arrecadar uns bons 'cobres' no dia da boda para a compra do tão esperado TV plasma, para os campeonatos (múltiplos) de futebol.

Mas não precisa de ser necessariamente assim, não é?

Eu acredito que se pode olhar para uma pessoa e sentir que se pode passar todos os invernos e primaveras com ela, porque pode não ser perfeita mas é a que queremos. Também acho que da nossa 'vidinha' com outra pessoa, podem fazer parte um conjunto de outras, principalmente os amigos. A 'vidinha' enriquece com as experiências de cada um!E, mesmo, aquele amigo que não suportamos, especialmente, porque repetidamente diz «Nas nossas noites de solteiros é que era!E lembras-te daquela brasa, e da outra , e da outra ainda» parece enquadrar-se de alguma forma. Porque sabemos, é um facto, que no tempo de solteiros é que era, mas também sabemos, espero, que podemos ver o amanhecer juntos numa festa de arromba, que podemos olhar para o rapaz/rapariga que vai do outro lado da rua que não nos cai nada, que podemos ter medo que não funcione, mas ...vamos vendo... e sabe bem!