Pelos vistos há um momento na vida em que todos sentimos que está na hora de "fazer a vida com alguém".
De acordo com dados estatísticos de fontes fidedignas, este momento chega por volta do quarto de século, quando estes ingénuos seres julgam ser hora de abandonar a vida desregrada da junventude e decidem "assentar".
"Assentar" é, para mim, um conceito quase ininteligível. De repente começamos a encontrar amigos que não vemos há parcos dois anos e eles surpreendem-nos dizendo: "Caso em Janeiro". Ainda o nosso queixo não recuperou do abalo e segue-se um "Também já era hora de assentar".
Deste discurso retiro duas conclusões: não só "assentar" constitui a decisão de uma vida, como parece vir acompanhada de uma inevitabilidade e desalento de que, aparentemente, não conseguem escapar, bem ao jeito das tragédias gregas!
Face a este cenário não me parece descabida a minha indignação para com esta realidade comezinha com que todos parecem conformar-se, ainda que concordem que "não é lá grande coisa". Mas (e nestas coisas há sempre um "mas") a opinião reinante é que isto parece ser "melhor do que nada". Agora eu, ingenuamente, pergunto-me: Porquê abandonar esta vida de doce e louca folia se o que se avizinha é, conhecidamente, sem graça?!
Felizmente mantenho-me longe dessa moléstia, quanto muito sou, volta e meia, afectada pelo relógio biológico, que me apresso a varrer do pensamento.
Não o creio, mas, se vier a "assentar", fa-lo-ei impetuosa e apaixonadamente, colocando nesse acto toda a dor, amor ... e sexo, caso contrário, não valerá a pena.
Apresente-se o homem que se julgue capaz de fazê-lo!
De acordo com dados estatísticos de fontes fidedignas, este momento chega por volta do quarto de século, quando estes ingénuos seres julgam ser hora de abandonar a vida desregrada da junventude e decidem "assentar".
"Assentar" é, para mim, um conceito quase ininteligível. De repente começamos a encontrar amigos que não vemos há parcos dois anos e eles surpreendem-nos dizendo: "Caso em Janeiro". Ainda o nosso queixo não recuperou do abalo e segue-se um "Também já era hora de assentar".
Deste discurso retiro duas conclusões: não só "assentar" constitui a decisão de uma vida, como parece vir acompanhada de uma inevitabilidade e desalento de que, aparentemente, não conseguem escapar, bem ao jeito das tragédias gregas!
Face a este cenário não me parece descabida a minha indignação para com esta realidade comezinha com que todos parecem conformar-se, ainda que concordem que "não é lá grande coisa". Mas (e nestas coisas há sempre um "mas") a opinião reinante é que isto parece ser "melhor do que nada". Agora eu, ingenuamente, pergunto-me: Porquê abandonar esta vida de doce e louca folia se o que se avizinha é, conhecidamente, sem graça?!
Felizmente mantenho-me longe dessa moléstia, quanto muito sou, volta e meia, afectada pelo relógio biológico, que me apresso a varrer do pensamento.
Não o creio, mas, se vier a "assentar", fa-lo-ei impetuosa e apaixonadamente, colocando nesse acto toda a dor, amor ... e sexo, caso contrário, não valerá a pena.
Apresente-se o homem que se julgue capaz de fazê-lo!
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